Jornal de Beltrão
A explosão em caixas eletrônicos no Paraná motivou uma audiência pública ontem, no Plenarinho da Assembleia Legislativa. Representantes de diversos segmentos pretendem, a partir de agora, juntamente com os deputados, elaborar um caderno de propostas para melhorar a segurança nos bancos e outros pontos de movimentação financeira, como postos de gasolina, mercados e shoppings, que utilizam o serviço de caixas eletrônicos.
Na avaliação do presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Assembleia, deputado Tadeu Veneri (PT), a discussão é importante para se pensar em mudanças. O parlamentar acredita que a debate deve envolver a sociedade, entidades e as forças de segurança do Estado. “O objetivo agora será transformar as discussões desta audiência num caderno para que tenhamos uma legislação que ampare bancários, vigilantes e usuários. Não podemos retroagir, é preciso aprofundar este debate para termos uma lei capaz de pensar na arquitetura da segurança”.
Pedro Lupion, do DEM, ressaltou a tramitação do projeto de lei 57/12, de sua autoria, que prevê a identificação dos fabricantes ou importadores de artefatos explosivos no estado. Entre algumas sugestões já formuladas, está a de que os bancos criem mecanismos de prevenção, como instalação de vidros blindados, de biombos com divisórias para atendimento ao público, implantação de portas giratórias com detector de metal nos municípios onde não existe legislação específica para esse fim, além de monitoramento mais adequado e o fim das cobranças por transações financeiras.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Explosões de caixas eletrônicos são tema de audiência pública na Assembleia Legislativa
Assembleia Legislativa - Rodrigo Rossi
A explosão em caixas eletrônicos no Paraná motivou uma audiência pública nesta quarta-feira (21), no Plenarinho da Assembleia Legislativa. Representantes de diversos segmentos pretendem, a partir de agora, juntamente com os deputados, elaborar um caderno de propostas para melhorar a segurança nos bancos e outros pontos de movimentação financeira, como postos de gasolina, mercados e shoppings, que utilizam o serviço de caixas eletrônicos.
Na avaliação do presidente da Comissão dos Direitos Humanos e da Cidadania da Assembleia, deputado Tadeu Veneri (PT), a discussão é importante para se pensar em mudanças na legislação. O parlamentar acredita que a debate deve envolver a sociedade, entidades e também as forças de segurança do Estado. “O objetivo agora será transformar as discussões desta audiência num caderno para que tenhamos uma legislação que ampare bancários, vigilantes e usuários. Não podemos retroagir, é preciso aprofundar este debate para termos uma lei capaz de pensar na arquitetura da segurança”.
Os deputados Pedro Lupion (DEM) e Leonaldo Paranhos (PSC) também participaram da discussão. Lupion ressaltou a tramitação do projeto de lei 057/12, de sua autoria, que prevê a identificação dos fabricantes ou importadores de artefatos explosivos no estado, mesmo após a detonação. Paranhos por sua vez se comprometeu a ampliar as discussões, por meio da Comissão de Defesa do Consumidor, que preside na Casa. Mas entre algumas sugestões já formuladas, está a de que os bancos criem mecanismos de prevenção, como instalação de vidros blindados, de biombos com divisórias para atendimento ao público, implantação de portas giratórias com detector de metal nos municípios onde não existe legislação específica para esse fim, além de monitoramento mais adequado e o fim das cobranças por transações financeiras.
“Nós entendemos que o que falta é investimento em equipamentos mais sofisticados, em monitoramento em tempo real, não somente nas agências, mas na área externa, que protege as pessoas nas saídas de banco. Nós entendemos que a porta giratória é fundamental na proteção das pessoas. Portanto, o que precisa é mais investimento, não só do setor que mais lucro alcança neste país, como também do setor público”, avaliou o presidente do Sindicato dos Bancários, Otávio Dias.
De acordo com dados apresentados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), somente em 2011 foram registrados 1.591 ataques a bancos no país, dos quais 98 ocorreram no Paraná, quarto estado no ranking de investidas dos criminosos. A entidade aponta ainda que no ano passado o lucro dos cinco maiores bancos no Brasil chegou a R$ 50,7 bilhões, enquanto o investimento em segurança e vigilância foi de apenas R$ 2,6 bilhões, ou seja, o equivalente a 5,2%. “Percebemos que os criminosos atacam em locais com estrutura precária de segurança, onde há menos equipamentos para prevenção de assaltos. Então que os bancos façam mais investimentos em segurança, para eliminar riscos e proteger a vida das pessoas”, afirmou o representante da Contraf, Ademir Wiederkehr.
Segurança – A Polícia Militar informou que apenas nos três primeiros meses de 2012 foram registradas 52 ocorrências envolvendo caixas eletrônicos. Recentemente uma quadrilha foi presa no estado, embora os integrantes sejam de outras localidades, como de São Paulo e de Santa Catarina. O coronel da PM César Alberto Souza destacou que um trabalho intensivo no combate ao crime junto aos caixas eletrônicos vem sendo feito. “Foi o primeiro grande desafio do novo comando. E pensamos no trabalho integrado de segurança. Montamos uma grande força tarefa no Paraná. O primeiro grande passo foi cadastrar todos os caixas. E esta força tarefa foi muito eficiente, prendemos 20 pessoas vindas de outros estados. E verificamos que são egressos do sistema penitenciário”.
Fiscalização – Como parte da ação dos criminosos é dinamitando caixas eletrônicos, embora não seja o único método utilizado, o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, João Soares, aponta para o problema da carência de fiscalização de explosivos. Para ele, os deputados podem produzir mecanismos legais para apertar a fiscalização deste material. “Os bancos têm que investir na segurança das pessoas, não somente na segurança do dinheiro. E o Exército brasileiro também, que é o responsável pela liberação de explosivos e artefatos. Hoje a fiscalização é muito precária. Há necessidade de uma fiscalização mais rigorosa. E a Assembleia Legislativa precisa fazer projetos de lei que garantam mais fiscalização e mais segurança, principalmente no transporte de explosivos”.
A licença de compra, venda, utilização e transporte de explosivos é concedida pelo Exército, bem como a vistoria do material. O major Paulo Serezinho, do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados (SFPC), da 5ª Região Militar, explica que existem mais de 400 itens nesta categoria e que há um controle e exigência rigorosa de documentação envolvendo explosivos. “O Exército emite as licenças, inclusive de explosivos e atuando na fiscalização. É feita vistoria inicial e depois de segurança. A empresa precisa apresentar diversos documentos. Agora, é importante dizer que a polícia também faz esta fiscalização, portanto existe um trabalho em conjunto na tentativa de fiscalizar. O Exército cumpre a sua função constitucional”.
A explosão em caixas eletrônicos no Paraná motivou uma audiência pública nesta quarta-feira (21), no Plenarinho da Assembleia Legislativa. Representantes de diversos segmentos pretendem, a partir de agora, juntamente com os deputados, elaborar um caderno de propostas para melhorar a segurança nos bancos e outros pontos de movimentação financeira, como postos de gasolina, mercados e shoppings, que utilizam o serviço de caixas eletrônicos.
Na avaliação do presidente da Comissão dos Direitos Humanos e da Cidadania da Assembleia, deputado Tadeu Veneri (PT), a discussão é importante para se pensar em mudanças na legislação. O parlamentar acredita que a debate deve envolver a sociedade, entidades e também as forças de segurança do Estado. “O objetivo agora será transformar as discussões desta audiência num caderno para que tenhamos uma legislação que ampare bancários, vigilantes e usuários. Não podemos retroagir, é preciso aprofundar este debate para termos uma lei capaz de pensar na arquitetura da segurança”.
Os deputados Pedro Lupion (DEM) e Leonaldo Paranhos (PSC) também participaram da discussão. Lupion ressaltou a tramitação do projeto de lei 057/12, de sua autoria, que prevê a identificação dos fabricantes ou importadores de artefatos explosivos no estado, mesmo após a detonação. Paranhos por sua vez se comprometeu a ampliar as discussões, por meio da Comissão de Defesa do Consumidor, que preside na Casa. Mas entre algumas sugestões já formuladas, está a de que os bancos criem mecanismos de prevenção, como instalação de vidros blindados, de biombos com divisórias para atendimento ao público, implantação de portas giratórias com detector de metal nos municípios onde não existe legislação específica para esse fim, além de monitoramento mais adequado e o fim das cobranças por transações financeiras.
“Nós entendemos que o que falta é investimento em equipamentos mais sofisticados, em monitoramento em tempo real, não somente nas agências, mas na área externa, que protege as pessoas nas saídas de banco. Nós entendemos que a porta giratória é fundamental na proteção das pessoas. Portanto, o que precisa é mais investimento, não só do setor que mais lucro alcança neste país, como também do setor público”, avaliou o presidente do Sindicato dos Bancários, Otávio Dias.
De acordo com dados apresentados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), somente em 2011 foram registrados 1.591 ataques a bancos no país, dos quais 98 ocorreram no Paraná, quarto estado no ranking de investidas dos criminosos. A entidade aponta ainda que no ano passado o lucro dos cinco maiores bancos no Brasil chegou a R$ 50,7 bilhões, enquanto o investimento em segurança e vigilância foi de apenas R$ 2,6 bilhões, ou seja, o equivalente a 5,2%. “Percebemos que os criminosos atacam em locais com estrutura precária de segurança, onde há menos equipamentos para prevenção de assaltos. Então que os bancos façam mais investimentos em segurança, para eliminar riscos e proteger a vida das pessoas”, afirmou o representante da Contraf, Ademir Wiederkehr.
Segurança – A Polícia Militar informou que apenas nos três primeiros meses de 2012 foram registradas 52 ocorrências envolvendo caixas eletrônicos. Recentemente uma quadrilha foi presa no estado, embora os integrantes sejam de outras localidades, como de São Paulo e de Santa Catarina. O coronel da PM César Alberto Souza destacou que um trabalho intensivo no combate ao crime junto aos caixas eletrônicos vem sendo feito. “Foi o primeiro grande desafio do novo comando. E pensamos no trabalho integrado de segurança. Montamos uma grande força tarefa no Paraná. O primeiro grande passo foi cadastrar todos os caixas. E esta força tarefa foi muito eficiente, prendemos 20 pessoas vindas de outros estados. E verificamos que são egressos do sistema penitenciário”.
Fiscalização – Como parte da ação dos criminosos é dinamitando caixas eletrônicos, embora não seja o único método utilizado, o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, João Soares, aponta para o problema da carência de fiscalização de explosivos. Para ele, os deputados podem produzir mecanismos legais para apertar a fiscalização deste material. “Os bancos têm que investir na segurança das pessoas, não somente na segurança do dinheiro. E o Exército brasileiro também, que é o responsável pela liberação de explosivos e artefatos. Hoje a fiscalização é muito precária. Há necessidade de uma fiscalização mais rigorosa. E a Assembleia Legislativa precisa fazer projetos de lei que garantam mais fiscalização e mais segurança, principalmente no transporte de explosivos”.
A licença de compra, venda, utilização e transporte de explosivos é concedida pelo Exército, bem como a vistoria do material. O major Paulo Serezinho, do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados (SFPC), da 5ª Região Militar, explica que existem mais de 400 itens nesta categoria e que há um controle e exigência rigorosa de documentação envolvendo explosivos. “O Exército emite as licenças, inclusive de explosivos e atuando na fiscalização. É feita vistoria inicial e depois de segurança. A empresa precisa apresentar diversos documentos. Agora, é importante dizer que a polícia também faz esta fiscalização, portanto existe um trabalho em conjunto na tentativa de fiscalizar. O Exército cumpre a sua função constitucional”.
Audiência da Alep debate explosões de caixas eletrônicos
O Diário
As constantes explosões em caixas eletrônicos no Paraná, registradas este ano, motivou que a Assembleia Legislativa realizasse nesta quarta-feira (21), uma audiência pública para debater esse problema. E os representantes de diversos segmentos pretendem, a partir de agora, juntamente com os deputados estaduais, elaborar um caderno de propostas para melhorar a segurança nos bancos e outros pontos de movimentação financeira, como postos de gasolina, mercados e shoppings, que utilizam o serviço de caixas eletrônicos.
Na avaliação do presidente da Comissão dos Direitos Humanos e da Cidadania da Assembleia, deputado Tadeu Veneri (PT), a discussão é importante para se pensar em mudanças na legislação. O parlamentar acredita que a debate deve envolver a sociedade, entidades e também as forças de segurança do Estado. "O objetivo agora será transformar as discussões desta audiência num caderno para que tenhamos uma legislação que ampare bancários, vigilantes e usuários. Não podemos retroagir, é preciso aprofundar este debate para termos uma lei capaz de pensar na arquitetura da segurança".
Os deputados Pedro Lupion (DEM) e Leonaldo Paranhos (PSC) também participaram da discussão. Lupion ressaltou a tramitação do projeto de lei 057/12, de sua autoria, que prevê a identificação dos fabricantes ou importadores de artefatos explosivos no estado, mesmo após a detonação.
Paranhos por sua vez se comprometeu a ampliar as discussões, por meio da Comissão de Defesa do Consumidor, que preside na Casa. Mas entre algumas sugestões já formuladas, está a de que os bancos criem mecanismos de prevenção, como instalação de vidros blindados, de biombos com divisórias para atendimento ao público, implantação de portas giratórias com detector de metal nos municípios onde não existe legislação específica para esse fim, além de monitoramento mais adequado e o fim das cobranças por transações financeiras.
"Nós entendemos que o que falta é investimento em equipamentos mais sofisticados, em monitoramento em tempo real, não somente nas agências, mas na área externa, que protege as pessoas nas saídas de banco. Nós entendemos que a porta giratória é fundamental na proteção das pessoas. Portanto, o que precisa é mais investimento, não só do setor que mais lucro alcança neste país, como também do setor público", avaliou o presidente do Sindicato dos Bancários, Otávio Dias.
De acordo com dados apresentados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), somente em 2011 foram registrados 1.591 ataques a bancos no país, dos quais 98 ocorreram no Paraná, quarto estado no ranking de investidas dos criminosos.
A entidade aponta ainda que no ano passado o lucro dos cinco maiores bancos no Brasil chegou a R$ 50,7 bilhões, enquanto o investimento em segurança e vigilância foi de apenas R$ 2,6 bilhões, ou seja, o equivalente a 5,2%.
"Percebemos que os criminosos atacam em locais com estrutura precária de segurança, onde há menos equipamentos para prevenção de assaltos. Então que os bancos façam mais investimentos em segurança, para eliminar riscos e proteger a vida das pessoas", afirmou o representante da Contraf, Ademir Wiederkehr.
Segurança
A Polícia Militar informou que apenas nos três primeiros meses de 2012 foram registradas 52 ocorrências envolvendo caixas eletrônicos. Recentemente uma quadrilha foi presa no estado, embora os integrantes sejam de outras localidades, como de São Paulo e de Santa Catarina.
O coronel da PM César Alberto Souza destacou que um trabalho intensivo no combate ao crime junto aos caixas eletrônicos vem sendo feito. "Foi o primeiro grande desafio do novo comando. E pensamos no trabalho integrado de segurança. Montamos uma grande força tarefa no Paraná. O primeiro grande passo foi cadastrar todos os caixas. E esta força tarefa foi muito eficiente, prendemos 20 pessoas vindas de outros estados. E verificamos que são egressos do sistema penitenciário".
Fiscalização
Como parte da ação dos criminosos é dinamitando caixas eletrônicos, embora não seja o único método utilizado, o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, João Soares, aponta para o problema da carência de fiscalização de explosivos. Para ele, os deputados podem produzir mecanismos legais para apertar a fiscalização deste material.
"Os bancos têm que investir na segurança das pessoas, não somente na segurança do dinheiro. E o Exército brasileiro também, que é o responsável pela liberação de explosivos e artefatos. Hoje a fiscalização é muito precária. Há necessidade de uma fiscalização mais rigorosa. E a Assembleia Legislativa precisa fazer projetos de lei que garantam mais fiscalização e mais segurança, principalmente no transporte de explosivos".
A licença de compra, venda, utilização e transporte de explosivos é concedida pelo Exército, bem como a vistoria do material. O major Paulo Serezinho, do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados (SFPC), da 5ª Região Militar, explica que existem mais de 400 itens nesta categoria e que há um controle e exigência rigorosa de documentação envolvendo explosivos.
"O Exército emite as licenças, inclusive de explosivos e atuando na fiscalização. É feita vistoria inicial e depois de segurança. A empresa precisa apresentar diversos documentos. Agora, é importante dizer que a polícia também faz esta fiscalização, portanto existe um trabalho em conjunto na tentativa de fiscalizar. O Exército cumpre a sua função constitucional".
As constantes explosões em caixas eletrônicos no Paraná, registradas este ano, motivou que a Assembleia Legislativa realizasse nesta quarta-feira (21), uma audiência pública para debater esse problema. E os representantes de diversos segmentos pretendem, a partir de agora, juntamente com os deputados estaduais, elaborar um caderno de propostas para melhorar a segurança nos bancos e outros pontos de movimentação financeira, como postos de gasolina, mercados e shoppings, que utilizam o serviço de caixas eletrônicos.
Na avaliação do presidente da Comissão dos Direitos Humanos e da Cidadania da Assembleia, deputado Tadeu Veneri (PT), a discussão é importante para se pensar em mudanças na legislação. O parlamentar acredita que a debate deve envolver a sociedade, entidades e também as forças de segurança do Estado. "O objetivo agora será transformar as discussões desta audiência num caderno para que tenhamos uma legislação que ampare bancários, vigilantes e usuários. Não podemos retroagir, é preciso aprofundar este debate para termos uma lei capaz de pensar na arquitetura da segurança".
Os deputados Pedro Lupion (DEM) e Leonaldo Paranhos (PSC) também participaram da discussão. Lupion ressaltou a tramitação do projeto de lei 057/12, de sua autoria, que prevê a identificação dos fabricantes ou importadores de artefatos explosivos no estado, mesmo após a detonação.
Paranhos por sua vez se comprometeu a ampliar as discussões, por meio da Comissão de Defesa do Consumidor, que preside na Casa. Mas entre algumas sugestões já formuladas, está a de que os bancos criem mecanismos de prevenção, como instalação de vidros blindados, de biombos com divisórias para atendimento ao público, implantação de portas giratórias com detector de metal nos municípios onde não existe legislação específica para esse fim, além de monitoramento mais adequado e o fim das cobranças por transações financeiras.
"Nós entendemos que o que falta é investimento em equipamentos mais sofisticados, em monitoramento em tempo real, não somente nas agências, mas na área externa, que protege as pessoas nas saídas de banco. Nós entendemos que a porta giratória é fundamental na proteção das pessoas. Portanto, o que precisa é mais investimento, não só do setor que mais lucro alcança neste país, como também do setor público", avaliou o presidente do Sindicato dos Bancários, Otávio Dias.
De acordo com dados apresentados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), somente em 2011 foram registrados 1.591 ataques a bancos no país, dos quais 98 ocorreram no Paraná, quarto estado no ranking de investidas dos criminosos.
A entidade aponta ainda que no ano passado o lucro dos cinco maiores bancos no Brasil chegou a R$ 50,7 bilhões, enquanto o investimento em segurança e vigilância foi de apenas R$ 2,6 bilhões, ou seja, o equivalente a 5,2%.
"Percebemos que os criminosos atacam em locais com estrutura precária de segurança, onde há menos equipamentos para prevenção de assaltos. Então que os bancos façam mais investimentos em segurança, para eliminar riscos e proteger a vida das pessoas", afirmou o representante da Contraf, Ademir Wiederkehr.
Segurança
A Polícia Militar informou que apenas nos três primeiros meses de 2012 foram registradas 52 ocorrências envolvendo caixas eletrônicos. Recentemente uma quadrilha foi presa no estado, embora os integrantes sejam de outras localidades, como de São Paulo e de Santa Catarina.
O coronel da PM César Alberto Souza destacou que um trabalho intensivo no combate ao crime junto aos caixas eletrônicos vem sendo feito. "Foi o primeiro grande desafio do novo comando. E pensamos no trabalho integrado de segurança. Montamos uma grande força tarefa no Paraná. O primeiro grande passo foi cadastrar todos os caixas. E esta força tarefa foi muito eficiente, prendemos 20 pessoas vindas de outros estados. E verificamos que são egressos do sistema penitenciário".
Fiscalização
Como parte da ação dos criminosos é dinamitando caixas eletrônicos, embora não seja o único método utilizado, o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, João Soares, aponta para o problema da carência de fiscalização de explosivos. Para ele, os deputados podem produzir mecanismos legais para apertar a fiscalização deste material.
"Os bancos têm que investir na segurança das pessoas, não somente na segurança do dinheiro. E o Exército brasileiro também, que é o responsável pela liberação de explosivos e artefatos. Hoje a fiscalização é muito precária. Há necessidade de uma fiscalização mais rigorosa. E a Assembleia Legislativa precisa fazer projetos de lei que garantam mais fiscalização e mais segurança, principalmente no transporte de explosivos".
A licença de compra, venda, utilização e transporte de explosivos é concedida pelo Exército, bem como a vistoria do material. O major Paulo Serezinho, do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados (SFPC), da 5ª Região Militar, explica que existem mais de 400 itens nesta categoria e que há um controle e exigência rigorosa de documentação envolvendo explosivos.
"O Exército emite as licenças, inclusive de explosivos e atuando na fiscalização. É feita vistoria inicial e depois de segurança. A empresa precisa apresentar diversos documentos. Agora, é importante dizer que a polícia também faz esta fiscalização, portanto existe um trabalho em conjunto na tentativa de fiscalizar. O Exército cumpre a sua função constitucional".
Vigilantes e bancários fazem ato por mais segurança
Bem Paraná
As entidades que participaram da Audiência Pública sobre a segurança nas agências bancárias, realizada ontem, no Plenarinho da Assembleia Legislativa, decidiram, em conjunto com deputados estaduais, elaborar um caderno de propostas para melhorar a segurança nos bancos e outros pontos de movimentação financeira, como postos de gasolina, mercados e shoppings, que utilizam o serviço de caixas eletrônicos.
Os sindicatos dos Bancários e dos Vigilantes do Paraná, principais interessados na melhoria da segurança nos locais, levaram a reivindicação para a audiência. Além disso, o Sindivigilantes apresentou um balanço de ataques a bancos ou caixas eletrônicos, este último até com o uso de explosivos.
De acordo com dados apresentados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), somente em 2011 foram registrados 1.591 ataques a bancos no país, dos quais 98 ocorreram no Paraná, quarto estado no ranking de investidas dos criminosos. A Polícia Militar informou que apenas nos três primeiros meses de 2012 foram registradas 52 ocorrências envolvendo caixas eletrônicos. Cerca de 1,5 ocorrência por dia.
Na avaliação do presidente da Comissão dos Direitos Humanos e da Cidadania da Assembleia, deputado Tadeu Veneri (PT), a discussão é importante para se pensar em mudanças na legislação. O parlamentar acredita que a debate deve envolver a sociedade, entidades e também as forças de segurança do Estado.
“O objetivo agora será transformar as discussões desta audiência num caderno para que tenhamos uma legislação que ampare bancários, vigilantes e usuários. Não podemos retroagir, é preciso aprofundar este debate para termos uma lei capaz de pensar na arquitetura da segurança”.
Investimentos — Vigilantes e bancários são uníssonos ao exigir mais investimentos na segurança, até pelo tamanho do lucro das instituições no País. As entidades apontam que no ano passado o lucro dos cinco maiores bancos no Brasil chegou a R$ 50,7 bilhões, enquanto o investimento em segurança e vigilância foi de apenas R$ 2,6 bilhões, ou seja, o equivalente a 5,2%.
“Percebemos que os criminosos atacam em locais com estrutura precária de segurança, onde há menos equipamentos para prevenção de assaltos. Então que os bancos façam mais investimentos em segurança, para eliminar riscos e proteger a vida das pessoas”, afirmou o representante da Contraf, Ademir Wiederkehr.
Como parte da ação dos criminosos é dinamitando caixas eletrônicos, embora não seja o único método utilizado, o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, João Soares, aponta para o problema da carência de fiscalização de explosivos. Para ele, os deputados podem produzir mecanismos legais para apertar a fiscalização deste material.
“Os bancos têm que investir na segurança das pessoas, não somente na segurança do dinheiro. E o Exército brasileiro também, que é o responsável pela liberação de explosivos e artefatos. Hoje a fiscalização é muito precária. Há necessidade de uma fiscalização mais rigorosa. E a Assembleia Legislativa precisa fazer projetos de lei que garantam mais fiscalização e mais segurança, principalmente no transporte de explosivos”, disse Soares. Depois da audiência, os vigilantes realizaram um ato simbólico em agências do Centro Cívico.
As entidades que participaram da Audiência Pública sobre a segurança nas agências bancárias, realizada ontem, no Plenarinho da Assembleia Legislativa, decidiram, em conjunto com deputados estaduais, elaborar um caderno de propostas para melhorar a segurança nos bancos e outros pontos de movimentação financeira, como postos de gasolina, mercados e shoppings, que utilizam o serviço de caixas eletrônicos.
Os sindicatos dos Bancários e dos Vigilantes do Paraná, principais interessados na melhoria da segurança nos locais, levaram a reivindicação para a audiência. Além disso, o Sindivigilantes apresentou um balanço de ataques a bancos ou caixas eletrônicos, este último até com o uso de explosivos.
De acordo com dados apresentados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), somente em 2011 foram registrados 1.591 ataques a bancos no país, dos quais 98 ocorreram no Paraná, quarto estado no ranking de investidas dos criminosos. A Polícia Militar informou que apenas nos três primeiros meses de 2012 foram registradas 52 ocorrências envolvendo caixas eletrônicos. Cerca de 1,5 ocorrência por dia.
Na avaliação do presidente da Comissão dos Direitos Humanos e da Cidadania da Assembleia, deputado Tadeu Veneri (PT), a discussão é importante para se pensar em mudanças na legislação. O parlamentar acredita que a debate deve envolver a sociedade, entidades e também as forças de segurança do Estado.
“O objetivo agora será transformar as discussões desta audiência num caderno para que tenhamos uma legislação que ampare bancários, vigilantes e usuários. Não podemos retroagir, é preciso aprofundar este debate para termos uma lei capaz de pensar na arquitetura da segurança”.
Investimentos — Vigilantes e bancários são uníssonos ao exigir mais investimentos na segurança, até pelo tamanho do lucro das instituições no País. As entidades apontam que no ano passado o lucro dos cinco maiores bancos no Brasil chegou a R$ 50,7 bilhões, enquanto o investimento em segurança e vigilância foi de apenas R$ 2,6 bilhões, ou seja, o equivalente a 5,2%.
“Percebemos que os criminosos atacam em locais com estrutura precária de segurança, onde há menos equipamentos para prevenção de assaltos. Então que os bancos façam mais investimentos em segurança, para eliminar riscos e proteger a vida das pessoas”, afirmou o representante da Contraf, Ademir Wiederkehr.
Como parte da ação dos criminosos é dinamitando caixas eletrônicos, embora não seja o único método utilizado, o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, João Soares, aponta para o problema da carência de fiscalização de explosivos. Para ele, os deputados podem produzir mecanismos legais para apertar a fiscalização deste material.
“Os bancos têm que investir na segurança das pessoas, não somente na segurança do dinheiro. E o Exército brasileiro também, que é o responsável pela liberação de explosivos e artefatos. Hoje a fiscalização é muito precária. Há necessidade de uma fiscalização mais rigorosa. E a Assembleia Legislativa precisa fazer projetos de lei que garantam mais fiscalização e mais segurança, principalmente no transporte de explosivos”, disse Soares. Depois da audiência, os vigilantes realizaram um ato simbólico em agências do Centro Cívico.
Audiência pública no PR debate segurança e explosão de caixas eletrônicos
Contraf-CUT com Seeb Curitiba e Alep-PR
O dia nacional de luta por mais segurança nos bancos foi marcado, em Curitiba, na manhã desta quarta-feira, 21 de março, pela realização de uma audiência pública sobre a explosão de caixas eletrônicos na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). O debate contou com a participação de bancários, vigilantes, policiais e representantes de donos de supermercados e postos de combustíveis e clientes. A Febraban não compareceu.
A audiência foi promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Alep, presidida pelo deputado estadual Tadeu Veneri (PT). Somente na base do Sindicato dos Bancários de Curitiba, de janeiro a março deste ano, foram 28 explosões ou arrombamentos de caixas eletrônicos. E, de acordo com dados da Polícia Militar, em todo o Paraná já ocorreram 52 ataques em menos de três meses.
Lançamento da pesquisa nacional de ataques a bancos
O secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr, expôs a pesquisa nacional de ataques a banco, feita em parceira com a Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV). O levantamento apurou 1.591 ataques a bancos em 2011, sendo 632 assaltos, consumados ou não, e 959 arrombamentos. "São números preocupantes, que escancaram a carência de investimentos dos bancos na melhoria das instalações de segurança e na proteção da vida de trabalhadores e clientes", afirmou.
Ademir fez uma apresentação sobre as lutas dos bancários, focando as negociações com a Fenaban, a importância das portas giratórias para a redução de assaltos, a necessidade de garantir privacidade para combater o crime da "saidinha de banco" e a defesa das leis municipais e estaduais que melhoram a segurança nos bancos.
O dirigente sindical também defendeu a construção com avanços de um projeto de lei de estatuto de segurança privada, diante da defasagem da lei federal nº 7.102/83, e cobrou mais controle e fiscalização do Exército no comércio de explosivos.
O diretor da Contraf-CUT apontou que no ano passado o lucro dos cinco maiores bancos no Brasil chegou a R$ 50,7 bilhões, enquanto o investimento em segurança e vigilância foi de apenas R$ 2,6 bilhões, ou seja, o equivalente a 5,2%. "Percebemos que os criminosos atacam em locais com estrutura precária de segurança, onde há menos equipamentos para prevenção de assaltos. Então que os bancos façam mais investimentos em segurança, para eliminar riscos e proteger a vida das pessoas", cobrou.
Descaso dos bancos com a vida das pessoas
Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, Otávio Dias, a onda de ataques a bancos, que chegam a números assustadores, é causada pela falta de investimentos. "Nós entendemos que o que falta é investimento em equipamentos mais sofisticados, em monitoramento em tempo real, não somente nas agências, mas na área externa, que protege as pessoas nas saídas de banco. Nós entendemos que a porta giratória é fundamental na proteção das pessoas. Portanto, o que precisa é mais investimento, não só do setor que mais lucro alcança neste país, como também do setor público", avaliou Otávio.
O presidente da CNTV, José Boaventura Santos, criticou o descaso dos bancos com a proteção da vida das pessoas. Ele disse que os investimentos em segurança estão focados na preservação do dinheiro.
Boaventura lembrou a pesquisa nacional de mortes em assaltos envolvendo bancos, feita pela Contraf-CUT e CNTV, que apontou 49 assassinatos em 2011, sendo 32 clientes.
"Não são apenas vigilantes e bancários que são vítimas da falta de segurança dos bancos, mas também clientes e transeuntes", alertou cobrando mais investimentos na prevenção de assaltos e seqüestros e no combate à "saidinha de banco". Boaventura defendeu a criação de grupos de trabalho de segurança bancária nos estados, a partir das experiências no Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Pará.
Maior fiscalização dos explosivos
A licença de compra, venda, utilização e transporte de explosivos é concedida pelo Exército, bem como a vistoria do material. O major Paulo Serezinho, do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados (SFPC), da 5ª Região Militar, explicou que existem mais de 400 itens nesta categoria e que há um controle e exigência rigorosa de documentação envolvendo explosivos.
"O Exército emite as licenças, inclusive de explosivos e atuando na fiscalização. É feita vistoria inicial e depois de segurança. A empresa precisa apresentar diversos documentos. Agora, é importante dizer que a polícia também faz esta fiscalização, portanto existe um trabalho em conjunto na tentativa de fiscalizar. O Exército cumpre a sua função constitucional".
Ele citou que em 2011 foram realizadas 700 vistorias em empresas que utilizam explosivos no Paraná e em Santa Catarina, com 150 autuações, mas que a penalidade máxima é a cassação do alvará e multa de R$ 2.500.
O representante do Exército defendeu que a lei federal que especifica as punições seja revisada, já que, em média, cada pedreira da região metropolitana de Curitiba utiliza 30 toneladas de explosivos por mês.
Como parte da ação dos criminosos é o uso de dinamite para detonar caixas eletrônicos, embora não seja o único método utilizado, o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, João Soares, apontou para o problema da carência de fiscalização de explosivos. Para ele, os deputados podem produzir mecanismos legais para apertar a fiscalização deste material.
"Os bancos têm que investir na segurança das pessoas, não somente na segurança do dinheiro. E o Exército brasileiro também, que é o responsável pela liberação de explosivos e artefatos. Hoje a fiscalização é muito precária. Há necessidade de uma fiscalização mais rigorosa. E a Assembleia Legislativa precisa fazer projetos de lei que garantam mais fiscalização e mais segurança, principalmente no transporte de explosivos", disse Soares.
Arquitetura de segurança
O subcomandante-geral da Polícia Militar, coronel Cesar Alberto Souza, expôs que na região central de Curitiba, onde moram 32 mil pessoas, uma força-tarefa das polícias civil, militar e guarda municipal monitora os 400 pontos vulneráveis, que seriam agências e caixas eletrônicos. O policial destacou a eficiência das portas giratórias para a prevenção de assaltos nos bancos e a necessidade de uma arquitetura de segurança.
Ele também opinou sobre o número elevado de assaltos a banco e aumento da criminalidade no início de ano, atribuindo esse aumento aos egressos do sistema penitenciário que são beneficiados por indultos e utilizariam o benefício para cometer crimes.
Na avaliação do deputado Veneri, a discussão é importante para se pensar em mudanças na legislação. O parlamentar acredita que a debate deve envolver a sociedade, entidades e também as forças de segurança do Estado.
"O objetivo agora será transformar as discussões desta audiência num caderno para que tenhamos uma legislação que ampare bancários, vigilantes e usuários. Não podemos retroagir, é preciso aprofundar este debate para termos uma lei capaz de pensar na arquitetura da segurança".
Os deputados estaduais Pedro Lupion (DEM) e Leonaldo Paranhos (PSC) também participaram da audiência. Lupion ressaltou a tramitação do projeto de lei nº 057/12, de sua autoria, que prevê a identificação dos fabricantes ou importadores de artefatos explosivos no Estado, mesmo após a detonação.
Paranhos, por sua vez, se comprometeu a ampliar as discussões, por meio da Comissão de Defesa do Consumidor, que preside na Casa. Ele apresentou também o projeto de lei nº 01/12 que propõe da alteração da Lei nº 11.562/96, tornando obrigatória a presença ininterrupta de vigilância armada em locais onde haja caixa eletrônico ou autoatendimento nas instituições financeiras.
Propostas
Entre as propostas formuladas pelos participantes, está a de que os bancos criem mecanismos de prevenção, como instalação de vidros blindados, de biombos com divisórias para atendimento ao público, ampliação de portas giratórias com detector de metais nos municípios onde não existe legislação específica para esse fim, além de monitoramento mais adequado e o fim das cobranças por transferências de recursos (DOC, TED).
Outra proposta da PM, apoiada pelos demais participantes, é que os pontos onde os bancos pretendem instalar agências ou caixas eletrônicos sejam previamente vistoriados por instituições de segurança pública para verificar se há condições de segurança. Um banco muda a rotina de segurança de qualquer comunidade. A PM também defendeu o monitoramento em tempo real dos equipamentos pela entidade.
O deputado Veneri propôs elaborar um caderno de propostas para melhorar a segurança nos bancos e outros pontos de movimentação financeira, como postos de gasolina, mercados e shoppings, que utilizam o serviço de caixas eletrônicos.
O dia nacional de luta por mais segurança nos bancos foi marcado, em Curitiba, na manhã desta quarta-feira, 21 de março, pela realização de uma audiência pública sobre a explosão de caixas eletrônicos na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). O debate contou com a participação de bancários, vigilantes, policiais e representantes de donos de supermercados e postos de combustíveis e clientes. A Febraban não compareceu.
A audiência foi promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Alep, presidida pelo deputado estadual Tadeu Veneri (PT). Somente na base do Sindicato dos Bancários de Curitiba, de janeiro a março deste ano, foram 28 explosões ou arrombamentos de caixas eletrônicos. E, de acordo com dados da Polícia Militar, em todo o Paraná já ocorreram 52 ataques em menos de três meses.
Lançamento da pesquisa nacional de ataques a bancos
O secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr, expôs a pesquisa nacional de ataques a banco, feita em parceira com a Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV). O levantamento apurou 1.591 ataques a bancos em 2011, sendo 632 assaltos, consumados ou não, e 959 arrombamentos. "São números preocupantes, que escancaram a carência de investimentos dos bancos na melhoria das instalações de segurança e na proteção da vida de trabalhadores e clientes", afirmou.
Ademir fez uma apresentação sobre as lutas dos bancários, focando as negociações com a Fenaban, a importância das portas giratórias para a redução de assaltos, a necessidade de garantir privacidade para combater o crime da "saidinha de banco" e a defesa das leis municipais e estaduais que melhoram a segurança nos bancos.
O dirigente sindical também defendeu a construção com avanços de um projeto de lei de estatuto de segurança privada, diante da defasagem da lei federal nº 7.102/83, e cobrou mais controle e fiscalização do Exército no comércio de explosivos.
O diretor da Contraf-CUT apontou que no ano passado o lucro dos cinco maiores bancos no Brasil chegou a R$ 50,7 bilhões, enquanto o investimento em segurança e vigilância foi de apenas R$ 2,6 bilhões, ou seja, o equivalente a 5,2%. "Percebemos que os criminosos atacam em locais com estrutura precária de segurança, onde há menos equipamentos para prevenção de assaltos. Então que os bancos façam mais investimentos em segurança, para eliminar riscos e proteger a vida das pessoas", cobrou.
Descaso dos bancos com a vida das pessoas
Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, Otávio Dias, a onda de ataques a bancos, que chegam a números assustadores, é causada pela falta de investimentos. "Nós entendemos que o que falta é investimento em equipamentos mais sofisticados, em monitoramento em tempo real, não somente nas agências, mas na área externa, que protege as pessoas nas saídas de banco. Nós entendemos que a porta giratória é fundamental na proteção das pessoas. Portanto, o que precisa é mais investimento, não só do setor que mais lucro alcança neste país, como também do setor público", avaliou Otávio.
O presidente da CNTV, José Boaventura Santos, criticou o descaso dos bancos com a proteção da vida das pessoas. Ele disse que os investimentos em segurança estão focados na preservação do dinheiro.
Boaventura lembrou a pesquisa nacional de mortes em assaltos envolvendo bancos, feita pela Contraf-CUT e CNTV, que apontou 49 assassinatos em 2011, sendo 32 clientes.
"Não são apenas vigilantes e bancários que são vítimas da falta de segurança dos bancos, mas também clientes e transeuntes", alertou cobrando mais investimentos na prevenção de assaltos e seqüestros e no combate à "saidinha de banco". Boaventura defendeu a criação de grupos de trabalho de segurança bancária nos estados, a partir das experiências no Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Pará.
Maior fiscalização dos explosivos
A licença de compra, venda, utilização e transporte de explosivos é concedida pelo Exército, bem como a vistoria do material. O major Paulo Serezinho, do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados (SFPC), da 5ª Região Militar, explicou que existem mais de 400 itens nesta categoria e que há um controle e exigência rigorosa de documentação envolvendo explosivos.
"O Exército emite as licenças, inclusive de explosivos e atuando na fiscalização. É feita vistoria inicial e depois de segurança. A empresa precisa apresentar diversos documentos. Agora, é importante dizer que a polícia também faz esta fiscalização, portanto existe um trabalho em conjunto na tentativa de fiscalizar. O Exército cumpre a sua função constitucional".
Ele citou que em 2011 foram realizadas 700 vistorias em empresas que utilizam explosivos no Paraná e em Santa Catarina, com 150 autuações, mas que a penalidade máxima é a cassação do alvará e multa de R$ 2.500.
O representante do Exército defendeu que a lei federal que especifica as punições seja revisada, já que, em média, cada pedreira da região metropolitana de Curitiba utiliza 30 toneladas de explosivos por mês.
Como parte da ação dos criminosos é o uso de dinamite para detonar caixas eletrônicos, embora não seja o único método utilizado, o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, João Soares, apontou para o problema da carência de fiscalização de explosivos. Para ele, os deputados podem produzir mecanismos legais para apertar a fiscalização deste material.
"Os bancos têm que investir na segurança das pessoas, não somente na segurança do dinheiro. E o Exército brasileiro também, que é o responsável pela liberação de explosivos e artefatos. Hoje a fiscalização é muito precária. Há necessidade de uma fiscalização mais rigorosa. E a Assembleia Legislativa precisa fazer projetos de lei que garantam mais fiscalização e mais segurança, principalmente no transporte de explosivos", disse Soares.
Arquitetura de segurança
O subcomandante-geral da Polícia Militar, coronel Cesar Alberto Souza, expôs que na região central de Curitiba, onde moram 32 mil pessoas, uma força-tarefa das polícias civil, militar e guarda municipal monitora os 400 pontos vulneráveis, que seriam agências e caixas eletrônicos. O policial destacou a eficiência das portas giratórias para a prevenção de assaltos nos bancos e a necessidade de uma arquitetura de segurança.
Ele também opinou sobre o número elevado de assaltos a banco e aumento da criminalidade no início de ano, atribuindo esse aumento aos egressos do sistema penitenciário que são beneficiados por indultos e utilizariam o benefício para cometer crimes.
Na avaliação do deputado Veneri, a discussão é importante para se pensar em mudanças na legislação. O parlamentar acredita que a debate deve envolver a sociedade, entidades e também as forças de segurança do Estado.
"O objetivo agora será transformar as discussões desta audiência num caderno para que tenhamos uma legislação que ampare bancários, vigilantes e usuários. Não podemos retroagir, é preciso aprofundar este debate para termos uma lei capaz de pensar na arquitetura da segurança".
Os deputados estaduais Pedro Lupion (DEM) e Leonaldo Paranhos (PSC) também participaram da audiência. Lupion ressaltou a tramitação do projeto de lei nº 057/12, de sua autoria, que prevê a identificação dos fabricantes ou importadores de artefatos explosivos no Estado, mesmo após a detonação.
Paranhos, por sua vez, se comprometeu a ampliar as discussões, por meio da Comissão de Defesa do Consumidor, que preside na Casa. Ele apresentou também o projeto de lei nº 01/12 que propõe da alteração da Lei nº 11.562/96, tornando obrigatória a presença ininterrupta de vigilância armada em locais onde haja caixa eletrônico ou autoatendimento nas instituições financeiras.
Propostas
Entre as propostas formuladas pelos participantes, está a de que os bancos criem mecanismos de prevenção, como instalação de vidros blindados, de biombos com divisórias para atendimento ao público, ampliação de portas giratórias com detector de metais nos municípios onde não existe legislação específica para esse fim, além de monitoramento mais adequado e o fim das cobranças por transferências de recursos (DOC, TED).
Outra proposta da PM, apoiada pelos demais participantes, é que os pontos onde os bancos pretendem instalar agências ou caixas eletrônicos sejam previamente vistoriados por instituições de segurança pública para verificar se há condições de segurança. Um banco muda a rotina de segurança de qualquer comunidade. A PM também defendeu o monitoramento em tempo real dos equipamentos pela entidade.
O deputado Veneri propôs elaborar um caderno de propostas para melhorar a segurança nos bancos e outros pontos de movimentação financeira, como postos de gasolina, mercados e shoppings, que utilizam o serviço de caixas eletrônicos.
Audiência pública cobra mais segurança dos bancos
Band News
Os ataques a caixas eletrônicos dispararam nos primeiros meses do ano. No Paraná, uma audiência pública realizada nesta quarta-feira (21) cobrou dos bancos mais investimento em segurança.
Acesse aqui o vídeo
Os ataques a caixas eletrônicos dispararam nos primeiros meses do ano. No Paraná, uma audiência pública realizada nesta quarta-feira (21) cobrou dos bancos mais investimento em segurança.
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PR: audiência pública pede aos bancos mais investimento em segurança
Band TV - Jornal da Band
21/03/2012
Os ataques a caixas eletrônicos dispararam no começo de 2012. O número de arrombamentos em bancos no Paraná em março já é quase igual ao total que houve em 2011.
Assista aqui o vídeo
21/03/2012
Os ataques a caixas eletrônicos dispararam no começo de 2012. O número de arrombamentos em bancos no Paraná em março já é quase igual ao total que houve em 2011.
Assista aqui o vídeo
Ataques contra caixas são discutidos na AL
Metro Curitiba
22/03/2012
A Assembleia Legislativa realizou ontem uma reunião sobre os ataques a caixas eletrônicos no Paraná. Segundo os dados repassados aos deputados pela Polícia Militar, nos três primeiros meses do ano já ocorreram 52 ocorrências em caixas eletrônicos no Estado. "Cadastramos todos os aparelhos e já prendemos 20 pessoas, a maioria vindas de outros estados", afirmou o coronel César Alberto Souza .
Segundo a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), que também participou da audiência, em 2011 foram 98 ataques a bancos no país. O Paraná é o quarto estado no ranking de investidas dos criminosos. "Percebemos que eles atacam em locais com estrutura precária de segurança. Então que os bancos façam mais investimentos em segurança", pediu o representante da confederação, Ademir Wiederkehr.
Existem na Assembleia pelos menos dois projetos do lei sobre o tema, o primeiro pede que os explosivos, usados nos crimes, sejam identificados com o nome da empresa. Outro amplia as medidas de segurança.
22/03/2012
A Assembleia Legislativa realizou ontem uma reunião sobre os ataques a caixas eletrônicos no Paraná. Segundo os dados repassados aos deputados pela Polícia Militar, nos três primeiros meses do ano já ocorreram 52 ocorrências em caixas eletrônicos no Estado. "Cadastramos todos os aparelhos e já prendemos 20 pessoas, a maioria vindas de outros estados", afirmou o coronel César Alberto Souza .
Segundo a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), que também participou da audiência, em 2011 foram 98 ataques a bancos no país. O Paraná é o quarto estado no ranking de investidas dos criminosos. "Percebemos que eles atacam em locais com estrutura precária de segurança. Então que os bancos façam mais investimentos em segurança", pediu o representante da confederação, Ademir Wiederkehr.
Existem na Assembleia pelos menos dois projetos do lei sobre o tema, o primeiro pede que os explosivos, usados nos crimes, sejam identificados com o nome da empresa. Outro amplia as medidas de segurança.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Audiência pública discute a falta de segurança nos bancos
Rádio CBN Curitiba - Elisa Rossato
21/03/2012
A audiência teve a participação da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, da Polícia, do Exército e de sindicalistas, que apresentaram alternativas para combater esse tipo de crime. A violência vem assustando a ponto de comerciantes pedirem a retirada de caixas eletrônicos. Neste início de ano, o Paraná teve 52 ataques à caixas.
Ouça a notícia CBN Curitiba - A rádio que toca notícia
21/03/2012
A audiência teve a participação da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, da Polícia, do Exército e de sindicalistas, que apresentaram alternativas para combater esse tipo de crime. A violência vem assustando a ponto de comerciantes pedirem a retirada de caixas eletrônicos. Neste início de ano, o Paraná teve 52 ataques à caixas.
Ouça a notícia CBN Curitiba - A rádio que toca notícia
Sindicatos sugerem redução de tarifas bancárias como solução para furtos
Gazeta do Povo Online - Fernanda Leitóles
21/03/2012
Com transações mais baratas, movimento nos caixas eletrônicos diminuiria, avaliam os sindicatos dos vigilantes e dos bancários
A redução das tarifas bancárias para transações eletrônicas diminuiria a procura pelos saques nos caixas eletrônicos. Esse foi um dos argumentos apresentados pelo Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Paraná, na manhã desta quarta-feira (21). O encontro foi feito para discutir os ataques aos caixas eletrônicos no Paraná e reuniu os sindicatos dos vigilantes e dos bancários de Curitiba e região, parlamentares, Exército e Polícia Militar. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) não enviou representante para a reunião.
A queda nos saques nos caixas eletrônicos, segundo o sindicato, poderia levar a redução do montante de dinheiro colocado nos equipamentos. “Os arrombamentos e explosões de caixas eletrônicos irão diminuir bastante se essas duas medidas forem adotadas”, afirmou o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, João Soares. Segundo Soares, a proposta poderá ser levada até o Congresso.
O sindicato pediu também que o Exército reforce a fiscalização quanto ao comércio de explosivos. A reportagem tentou o contato com Exército na terça-feira para tratar desta questão, mas não obteve retorno.
Na terça-feira, o delegado-chefe da Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba, Rodrigo Brown de Oliveira afirmou que a falta de investimento em segurança por parte dos bancos e a fiscalização falha do Exército são dois motivos que explicam esses números.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou na terça-feira, em nota, que as instituições associadas têm como sua maior preocupação a segurança de clientes, funcionários e consumidores. Por isso, investem anualmente nos mais variados itens que compõem a segurança, sendo ela física ou tecnológica, quase R$ 10 bilhões.
A reportagem entrou em contato com a Febraban neta quarta, por volta das 14 horas, para saber qual é o posicionamento da entidade sobre a redução de tarifas e aguarda o retorno.
Números - Cinquenta e dois ataques a caixas eletrônicos foram registrados no Paraná em 2012. O município de Curitiba registrou cinco explosões e seis arrombamentos com a utilização de maçaricos. Os dados foram informados à Gazeta do Povo pelo Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região nesta terça-feira (20) e incluem também as tentativas feitas pelas quadrilhas.
21/03/2012
Com transações mais baratas, movimento nos caixas eletrônicos diminuiria, avaliam os sindicatos dos vigilantes e dos bancários
A redução das tarifas bancárias para transações eletrônicas diminuiria a procura pelos saques nos caixas eletrônicos. Esse foi um dos argumentos apresentados pelo Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Paraná, na manhã desta quarta-feira (21). O encontro foi feito para discutir os ataques aos caixas eletrônicos no Paraná e reuniu os sindicatos dos vigilantes e dos bancários de Curitiba e região, parlamentares, Exército e Polícia Militar. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) não enviou representante para a reunião.
A queda nos saques nos caixas eletrônicos, segundo o sindicato, poderia levar a redução do montante de dinheiro colocado nos equipamentos. “Os arrombamentos e explosões de caixas eletrônicos irão diminuir bastante se essas duas medidas forem adotadas”, afirmou o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, João Soares. Segundo Soares, a proposta poderá ser levada até o Congresso.
O sindicato pediu também que o Exército reforce a fiscalização quanto ao comércio de explosivos. A reportagem tentou o contato com Exército na terça-feira para tratar desta questão, mas não obteve retorno.
Na terça-feira, o delegado-chefe da Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba, Rodrigo Brown de Oliveira afirmou que a falta de investimento em segurança por parte dos bancos e a fiscalização falha do Exército são dois motivos que explicam esses números.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou na terça-feira, em nota, que as instituições associadas têm como sua maior preocupação a segurança de clientes, funcionários e consumidores. Por isso, investem anualmente nos mais variados itens que compõem a segurança, sendo ela física ou tecnológica, quase R$ 10 bilhões.
A reportagem entrou em contato com a Febraban neta quarta, por volta das 14 horas, para saber qual é o posicionamento da entidade sobre a redução de tarifas e aguarda o retorno.
Números - Cinquenta e dois ataques a caixas eletrônicos foram registrados no Paraná em 2012. O município de Curitiba registrou cinco explosões e seis arrombamentos com a utilização de maçaricos. Os dados foram informados à Gazeta do Povo pelo Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região nesta terça-feira (20) e incluem também as tentativas feitas pelas quadrilhas.
Paraná é o quarto estado no ranking de ataques a bancos
Paraná Online - Joyce Carvalho
21/03/2012
O Paraná foi o quarto estado brasileiro com mais ataques a bancos em 2011, de acordo com a 2ª Pesquisa da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) e Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) sobre o assunto. Foram 98 ocorrências em todo o Estado. No País, a pesquisa identificou 1.591 casos, sendo 959 arrombamentos e 632 assaltos, consumados ou não. Nos arrombamentos estão incluídas as explosões em caixas eletrônicos.
Os números são baseados em notícias divulgadas pela imprensa, dados de secretarias estaduais de segurança pública e informações de sindicatos e federações de bancários e vigilantes. Somente neste ano foram 62 ocorrências no Paraná, segundo as entidades.
Houve 24 arrombamentos, 28 explosões a caixas eletrônicos e sete assaltos em agências bancárias. Ainda foram computados três tentativas de ataque a bancos.
A pesquisa da CNTV e da Contraf apresentam dados diferenciados em relação às informações da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), segundo os responsáveis pelo levantamento divulgado nesta quarta-feira (21), em Curitiba. A Febraban consideraria apenas assaltos e somariam 422 ocorrências em 2011. No mesmo período, a pesquisa constatou 632 assaltos.
Uma audiência pública na Assembleia Legislativa reuniu sindicatos, Polícia Militar, Exército e entidades representativas do comércio para discutir o assunto, incluindo os ataques aos caixas eletrônicos, assaltos e os crimes de saidinha de banco. "Uma das propostas é a isenção das tarifas para transferência, como o DOC e o TED. Para não pagar a tarifa, o usuário faz um saque elevado", afirma Ademir Wiederkehr, diretor da Contraf e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária.
21/03/2012
O Paraná foi o quarto estado brasileiro com mais ataques a bancos em 2011, de acordo com a 2ª Pesquisa da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) e Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) sobre o assunto. Foram 98 ocorrências em todo o Estado. No País, a pesquisa identificou 1.591 casos, sendo 959 arrombamentos e 632 assaltos, consumados ou não. Nos arrombamentos estão incluídas as explosões em caixas eletrônicos.
Os números são baseados em notícias divulgadas pela imprensa, dados de secretarias estaduais de segurança pública e informações de sindicatos e federações de bancários e vigilantes. Somente neste ano foram 62 ocorrências no Paraná, segundo as entidades.
Houve 24 arrombamentos, 28 explosões a caixas eletrônicos e sete assaltos em agências bancárias. Ainda foram computados três tentativas de ataque a bancos.
A pesquisa da CNTV e da Contraf apresentam dados diferenciados em relação às informações da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), segundo os responsáveis pelo levantamento divulgado nesta quarta-feira (21), em Curitiba. A Febraban consideraria apenas assaltos e somariam 422 ocorrências em 2011. No mesmo período, a pesquisa constatou 632 assaltos.
Uma audiência pública na Assembleia Legislativa reuniu sindicatos, Polícia Militar, Exército e entidades representativas do comércio para discutir o assunto, incluindo os ataques aos caixas eletrônicos, assaltos e os crimes de saidinha de banco. "Uma das propostas é a isenção das tarifas para transferência, como o DOC e o TED. Para não pagar a tarifa, o usuário faz um saque elevado", afirma Ademir Wiederkehr, diretor da Contraf e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária.
Em 90 dias, Paraná tem 52 ataques a caixas
Folha de Campo Largo - Heliberton Cesca
21/03/2012
Cinquenta e dois ataques a caixas eletrônicos foram registrados no Paraná em 2012 e boa parte deles, 27 casos, aconteceram com o uso de explosivos. Só em Curitiba ocorreram cinco explosões e seis arrombamentos com maçaricos. Os dados são do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região e incluem também as tentativas sem êxito.
O número registrado no estado em 90 dias é pouco menor do que o verificado em todo o ano de 2011. Houve 69 ataques a caixas eletrônicos no Paraná no ano passado (incluindo explosões e arrombamentos com maçaricos). Desses, 50 ocorreram em Curitiba e região.
Se o ritmo de roubos e tentativas de arrombamento de caixas eletrônicos se mantiver até o fim deste ano, o Paraná pode registrar mais de 200 casos em 2012. O número é cerca de três vezes maior do que a quantidade de ataques de 2011. Para o delegado-chefe da Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba, Rodrigo Brown de Oliveira, a falta de investimento em segurança por parte dos bancos e a fiscalização falha do Exército em relação ao comércio de explosivos são dois motivos que explicam esses números.
Brown afirmou que os ataques em Curitiba e região diminuíram após a prisão de uma quadrilha que agia nessa região, em 6 de fevereiro. Três pessoas suspeitas de integrar uma das gangues da dinamite foram presas e outra morreu em confronto com a polícia. Parte da quadrilha segue atuando em São Paulo e Santa Catarina e seria responsável pelos ataques em cidades paranaenses próximas à divisa com esses dois estados, de acordo com o delegado.
Houve prisões ainda, segundo a Polícia Civil, em Ponta Grossa, Cianorte e em duas cidades catarinenses: Penha e Navegantes. Mesmo assim, pelo menos três explosões foram registradas na capital após as prisões citadas pelo delegado, de acordo com o balanço do sindicato. "A Polícia Civil é apenas a ponta do iceberg. O trabalho é prejudicado pela falta de iniciativa de outros setores", argumentou o delegado.
A opinião do delegado é semelhante a do presidente do presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, João Soares, que apontou outro problema. Segundo ele, alguns ataques não são denunciados pelos bancos à polícia para não denegrir a imagem das instituições. "É uma situação assustadora que expõe os trabalhadores e os clientes dos bancos e dos comércios com esses equipamentos", afirmou Soares.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou, em nota, que as instituições associadas têm como sua maior preocupação a segurança de clientes, funcionários e consumidores. Por isso, investem anualmente nos mais variados itens que compõem a segurança, sendo ela física ou tecnológica, quase R$ 10 bilhões. A reportagem procurou a 5ª Seção do Exército, responsável pela comunicação social da instituição para comentar o assunto. Porém, não obteve resposta sobre as condições da fiscalização.
Além dos ataques aos caixas eletrônicos, houve 29 assaltos e tentativas de roubo a bancos no Paraná em 2011. Neste ano já houve dez registros desse tipo.
Casos - Um dos mais lembrados é um roubo na metade de janeiro, quando bandidos usaram dinamite para explodir um caixa eletrônico dentro de um shopping automotivo no bairro Tarumã, em Curitiba. Na explosão, duas funcionárias da equipe de limpeza ficaram feridas. A quadrilha fugiu levando dinheiro do terminal, além de duas armas e dois coletes balísticos de seguranças.
Explosivos - Roubo de dinamite é constante. Desde junho do ano passado, foi roubada ou furtada meia tonelada de dinamite de pedreiras e de uma fábrica de explosivos no Paraná. Levantamento feito pela Gazeta do Povo com base em dados do Exército Brasileiro e de casos divulgados pela Polícia Civil mostra que 560 quilos de dinamite sumiram do paiol de empresas que utilizam dinamite em quatro situações distintas, todas em cidades da região metropolitana de Curitiba. A Polícia Civil investiga a relação destes casos com os ataques a caixas eletrônicos. Porém, existe a hipótese de que nem todo o explosivo roubado abastece quadrilhas de roubo a bancos.
O último caso aconteceu no dia 30 de janeiro deste ano. A Britanite, fábrica de explosivos em Quatro Barras, informou o roubo de cerca de 200 quilos de bananas de dinamite. Em Curitiba, a Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (Deam), especializada na área, coopera com a Delegacia de Furtos e Roubos na investigação sobre os ataques a caixas eletrônicos. O delegado Roberto Heusi de Almeida Júnior disse que as quadrilhas não sabem usar corretamente a dinamite.
Para o delegado, existe um comércio de explosivos entre quadrilhas de diferentes estados para dificultar a fiscalização da polícia. Ele citou o caso de um homem preso em São Paulo tentando vender explosivos fabricados no Rio Grande do Sul. Porém, ele cita que pode haver relação entre o roubo de explosivos e os ataques a caixas eletrônicos e diz que as empresas estão percebendo isso e tentando reforçar a segurança.
Pedreiras - O professor do curso de Geologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Mauro Salgado
Monastier, que ministra a disciplina de Desmonte de rochas com o uso de explosivos, diz que parte da dinamite pode ter como destino pedreiras pequenas, que não têm autorização do Exército para comprar dinamite e recorrem aos produtos furtados. "O Exército é rigoroso na fiscalização. A legislação é boa, o paiol tem que ter dois cadeados, porta resistente, cerca de arame farpado. Porém, tudo isso não basta. O bandido passa por cima", afirma.
21/03/2012
Cinquenta e dois ataques a caixas eletrônicos foram registrados no Paraná em 2012 e boa parte deles, 27 casos, aconteceram com o uso de explosivos. Só em Curitiba ocorreram cinco explosões e seis arrombamentos com maçaricos. Os dados são do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região e incluem também as tentativas sem êxito.
O número registrado no estado em 90 dias é pouco menor do que o verificado em todo o ano de 2011. Houve 69 ataques a caixas eletrônicos no Paraná no ano passado (incluindo explosões e arrombamentos com maçaricos). Desses, 50 ocorreram em Curitiba e região.
Se o ritmo de roubos e tentativas de arrombamento de caixas eletrônicos se mantiver até o fim deste ano, o Paraná pode registrar mais de 200 casos em 2012. O número é cerca de três vezes maior do que a quantidade de ataques de 2011. Para o delegado-chefe da Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba, Rodrigo Brown de Oliveira, a falta de investimento em segurança por parte dos bancos e a fiscalização falha do Exército em relação ao comércio de explosivos são dois motivos que explicam esses números.
Brown afirmou que os ataques em Curitiba e região diminuíram após a prisão de uma quadrilha que agia nessa região, em 6 de fevereiro. Três pessoas suspeitas de integrar uma das gangues da dinamite foram presas e outra morreu em confronto com a polícia. Parte da quadrilha segue atuando em São Paulo e Santa Catarina e seria responsável pelos ataques em cidades paranaenses próximas à divisa com esses dois estados, de acordo com o delegado.
Houve prisões ainda, segundo a Polícia Civil, em Ponta Grossa, Cianorte e em duas cidades catarinenses: Penha e Navegantes. Mesmo assim, pelo menos três explosões foram registradas na capital após as prisões citadas pelo delegado, de acordo com o balanço do sindicato. "A Polícia Civil é apenas a ponta do iceberg. O trabalho é prejudicado pela falta de iniciativa de outros setores", argumentou o delegado.
A opinião do delegado é semelhante a do presidente do presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, João Soares, que apontou outro problema. Segundo ele, alguns ataques não são denunciados pelos bancos à polícia para não denegrir a imagem das instituições. "É uma situação assustadora que expõe os trabalhadores e os clientes dos bancos e dos comércios com esses equipamentos", afirmou Soares.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou, em nota, que as instituições associadas têm como sua maior preocupação a segurança de clientes, funcionários e consumidores. Por isso, investem anualmente nos mais variados itens que compõem a segurança, sendo ela física ou tecnológica, quase R$ 10 bilhões. A reportagem procurou a 5ª Seção do Exército, responsável pela comunicação social da instituição para comentar o assunto. Porém, não obteve resposta sobre as condições da fiscalização.
Além dos ataques aos caixas eletrônicos, houve 29 assaltos e tentativas de roubo a bancos no Paraná em 2011. Neste ano já houve dez registros desse tipo.
Casos - Um dos mais lembrados é um roubo na metade de janeiro, quando bandidos usaram dinamite para explodir um caixa eletrônico dentro de um shopping automotivo no bairro Tarumã, em Curitiba. Na explosão, duas funcionárias da equipe de limpeza ficaram feridas. A quadrilha fugiu levando dinheiro do terminal, além de duas armas e dois coletes balísticos de seguranças.
Explosivos - Roubo de dinamite é constante. Desde junho do ano passado, foi roubada ou furtada meia tonelada de dinamite de pedreiras e de uma fábrica de explosivos no Paraná. Levantamento feito pela Gazeta do Povo com base em dados do Exército Brasileiro e de casos divulgados pela Polícia Civil mostra que 560 quilos de dinamite sumiram do paiol de empresas que utilizam dinamite em quatro situações distintas, todas em cidades da região metropolitana de Curitiba. A Polícia Civil investiga a relação destes casos com os ataques a caixas eletrônicos. Porém, existe a hipótese de que nem todo o explosivo roubado abastece quadrilhas de roubo a bancos.
O último caso aconteceu no dia 30 de janeiro deste ano. A Britanite, fábrica de explosivos em Quatro Barras, informou o roubo de cerca de 200 quilos de bananas de dinamite. Em Curitiba, a Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (Deam), especializada na área, coopera com a Delegacia de Furtos e Roubos na investigação sobre os ataques a caixas eletrônicos. O delegado Roberto Heusi de Almeida Júnior disse que as quadrilhas não sabem usar corretamente a dinamite.
Para o delegado, existe um comércio de explosivos entre quadrilhas de diferentes estados para dificultar a fiscalização da polícia. Ele citou o caso de um homem preso em São Paulo tentando vender explosivos fabricados no Rio Grande do Sul. Porém, ele cita que pode haver relação entre o roubo de explosivos e os ataques a caixas eletrônicos e diz que as empresas estão percebendo isso e tentando reforçar a segurança.
Pedreiras - O professor do curso de Geologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Mauro Salgado
Monastier, que ministra a disciplina de Desmonte de rochas com o uso de explosivos, diz que parte da dinamite pode ter como destino pedreiras pequenas, que não têm autorização do Exército para comprar dinamite e recorrem aos produtos furtados. "O Exército é rigoroso na fiscalização. A legislação é boa, o paiol tem que ter dois cadeados, porta resistente, cerca de arame farpado. Porém, tudo isso não basta. O bandido passa por cima", afirma.
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